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Segredo da oratória: falar o quê e para quem


Quando me convidaram para escrever esse artigo, com essa temática especificamente, quase recusei. Sempre fui avessa a cursos de oratória. Acho que é muito blá blá blá e poucas vezes transforma-se em conhecimento efetivo. Entretanto, estão sempre me convidando para palestras nesse sentido, talvez pela minha formação em jornalismo, de ser professora de comunicação empresarial, enfim, acho que minha trajetória é que têm guiado esses convites, muito mais que a minha própria capacidade de falar em público. Minha resposta é sempre a mesma: - não dou cursos ou palestras sobre oratória. Primeiro porque não me considero uma grande oradora e segundo porque simplesmente não acredito nesses cursos.

Isso significa que eu não dê os tais cursos que me pedem? Não, isso significa que sempre devolvo a minha resposta com uma pergunta: - afinal qual é o objetivo da palestra ou do curso? E em posse da resposta, consigo ter um objetivo para a palestra que nunca é simplesmente como enfrentar o medo de falar em público.

Então escrever sobre oratória já é um bom começo, pois temos que parar e refletir sobre o que leva uma pessoa a ser um grande, ou pelo menos um bom orador. Pense em uma pessoa que você possa considerar um bom orador. Quais as características que essa pessoa dispõe que te levam a considera-la bom na arte da oratória? Ele é eloquente, não gagueja, tem um tom de voz que varia para atrair a atenção, fala corretamente e em alto e bom som, caminha pelo palco, sala de aula, auditório ou seja lá qual o local em que está falando publicamente, com naturalidade, desenvoltura, olha em todas as direções, a ponto de cada integrante da plateia pensar - ele está falando comigo. Tenho certeza. Isso foi para mim.

Sem dúvida essas são características que admiramos em um bom orador e são coisas que não são exclusivas para aqueles que já nascem com a sementinha da oratória na ponta da língua. Podem ser treinadas. Constantemente, encontro alunos com as mãos frias porque têm que apresentar um seminário, defender um TCC ou uma tese.

Ai que aflição! Bambeiam as pernas, falta o ar, as palavras fogem, parece que tudo vai dar errado. Para enfrentar essas situações existe uma palavra-chave que não é substituída por nenhuma outra: pre-pa-ro - preparo. Você precisa estar preparado e isso significa ter domínio do que será dito (a mensagem) e para quem será dito (destinatário). Se você dominar o que vai dizer e conhecer o público que irá ouvi-lo, 90% das suas preocupações já foram sanadas (logicamente que conhecer o público não é conhecer cada um dos integrantes da sua plateia, mas você precisa saber a quem irá falar para adequar a profundidade do assunto, o vocabulário, até mesmo seus instrumentos de amparo, como recursos áudio visuais ou simples anotações para não esquecer pontos importantes).

Termino essa reflexão com um caso contado por Bordenave, no livro Comunicação Rural. Resumindo a história: após uma apresentação um de renomado palestrante, doutor em agronomia, este pergunta aos produtores rurais (destinatários da palestra) se eles gostaram da palestra e a resposta diz tudo: - nossa, o doutor é muito inteligente, pena que a gente é burra e não entendeu nada do que o senhor disse!

Lembrem-se estar preparado é ter domínio do assunto e saber a quem irá transmiti-lo.

Cristiane Hengler Corrêa Bernardo – professora da Unesp – doutora em educação; mestre em comunicação midiática; especialista em comunicação e marketing e graduada em jornalismo.


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